Lucas Teixeira

Novo blog e promessas de novidades

Há pouco mais de dois anos, eu saí do Rio de Janeiro pra morar em Lumiar, Nova Friburgo. Desde então, minhas notícias têm sido um tanto raras.

Vim morar no mato, meio de sopetão, com a Luar, uma doçura de menina que conheci alguns meses antes, e que se tornou o amor da minha vida em, o quê, um dia?

Deixei a família, amigos, faculdade, estágio, internet.

O tempo passou voando. Viajei, aprendi a cozinhar e a cuidar de uma casa, fiz uma filha!, mudei radicalmente minha alimentação, li, torrei, moí, batuquei e trabalhei aqui e ali.

Se alguns me acompanharam desde então, foi mais por me perguntarem do que por iniciativa minha de escrever. Eu passei um tempo sem internet em casa, a conexão aqui ainda é lenta e instável, mas a verdade é que eu não dei notícias. Muita gente pra pouco tempo, e muitas outras coisas pra fazer.

Mas aqui estou eu, de volta às interwebs. Deixei o Drupal pra trás, instalei o Octopress, que faz manter o blog e escrever usando o Vim ficar um tanto mais fácil.

Vou tentar escrever com frequência. Se tem alguém aí além dos robôs, pode me dar um puxão de orelha virtual se eu demorar muito.

O Eu e o Outro - Parte 1

Essa é a primeira parte da minha tradução da palestra “Self and Other”, de Alan Watts.

Transcrição original - The Deoxyribonucleic Hyperdimension

Qualquer sugestão ou correção, entre em contato :)


O assunto desse seminário é “O Eu e o Outro”, sendo uma exploração do assunto que mais me interessa, que é o problema da identidade pessoal, a relação do homem com o universo, e todos os tópicos que surgem daí. Pra nossa cultura nesse período histórico, esse é um problema urgentíssimo, devido ao nosso poder tecnológico. Na história conhecida, ninguém teve tanta capacidade de alterar o universo quanto o povo dos Estados Unidos da América. E ninguém tentou fazê-lo de uma maneira tão agressiva.

Manifesto Cypherpunk

A privacidade é necessária para termos uma sociedade aberta na era eletrônica. Privacidade não é o mesmo que segredo. Um assunto privado é uma coisa que alguém não quer que o mundo inteiro saiba; um assunto secreto é uma coisa que alguém não quer que ninguém saiba. A privacidade é o poder de revelar-se seletivamente para o mundo.

Fleeing this Town / Explicações

Esse texto é uma parte de um outro que eu escrevi pros meus pais logo antes de ir pra Friburgo começar as aventuras de Ano Novo. Eu cortei as partes relevantes e colei aí; talvez uma parte ou outra não faça sentido ou fique estranha fora do contexto.

Praticamente Inofensiva

Se você nunca deixou a cidade e viajou pro interior, você provavelmente nunca teve oportunidade de ver o céu à noite de maneira decente. A quantidade precária de estrelas no céu – isso quando elas aparecem, sinal de que vai fazer tempo bom. Nas poucas vezes que eu vou pra lugares mais afastados, onde não tem luzes em todo o canto impedindo a luz das estrelas de chegar nos seus olhos de maneira discernível, mesmo com tempo ruim o céu estrelado é lindo.

The Milky Way

Aqui mesmo, por vezes eu me pego olhando distraidamente pro céu à noite (geralmente no terraço de alguma boate, meio bêbado), pra alguma estrela. Para chegar a essa estrela, eu teria que viajar durante pelo menos 4 anos na velocidade de luz. O que quer dizer que essa estrela pode ter explodido há 4 anos ou mais e eu ainda estar vendo ela ali; que a luz que entra nos meus olhos e forma a imagem de uma estrela no meu cérebro viajou durante anos e anos pelo espaço, numa velocidade estupidamente, incomensuravelmente alta, até chegar aos meus olhos.

Um Manifesto Contra a Escolarização

Texto escrito por Dave Pollard, e traduzido por mim. Se souber inglês, leia o An Unschooling Manifesto, o original em inglês. Significados são perdidos quando um texto é traduzido, ainda mais de forma amadora. Note que o sistema escolar estadunidense (ou canadense, parece que ele é do Canadá) é bem diferente do brasileiro, e certas coisas são específicas de lá. Mas a essência é a mesma.


No segundo ano do ensino médio, eu era um aluno padrão, com notas em inglês por volta de 60%, e em matemática, minha melhor matéria, uns 80%. Testes de aptidão sugeriam que eu deveria estar me dando melhor, e isso era uma mensagem constante nos meus boletins. Eu odiava a escola. Como minha biografia no blog explica, eu era tímido, deslocado socialmente e descoordenado. Minha idéia de diversão era jogar jogos de estratégia (Diplomacia e Cartel, para companheiros geeks daquela época – isso foi muito antes de jogos de computador ou da Internet) e vadiar perto do restaurante drive-in.

Então, no terceiro ano, algo extraordinário aconteceu: minha escola decidiu implementar um programa chamado “estudo independente”, que permitia que qualquer aluno que mantivesse pelo menos 80% de média nas provas de qualquer matéria (isso era um grande feito naqueles dias, quando um C – 60% – era a média escolar) pudesse faltar aulas nessa matéria até/ao menos que suas notas ficassem abaixo desse limiar. Havia um grupo de “cabeçudos” que entrou no programa imediatamente. Metade deles era do costumeiro grupo dos chatos (os “CDF’s”) que não faziam nada a não ser estudar pra manter notas altas (normalmente sob ordem dos pais); mas os da outra metade eram criativos, curiosos, pensadores independentes com um talento natural para o aprendizado. A possibilidade de passar meus dias com esse último grupo, sem a restrição dos muros da escola e dos horários escolares, era o que eu sonhava, então eu concentrei minhas energias na autodidática.

Pendrive montando como somente leitura no Linux

Meu pendrive, de uns tempos pra cá, estava montando como somente leitura no Linux. Já havia acontecido isso uma vez, e resolvi copiando o conteúdo pro computador, formatando e copiando de novo pro pendrive. Agora aconteceu de novo, e pensei que deve haver um jeito de consertar isso (e de saber o que aconteceu com ele pra ficar assim). E tem.

Isso pode acontecer quando você remove o pendrive sem “removê-lo com segurança”, ou na linguagem Linux/FreeBSD/err, não-Windows, “desmontá-lo”. Li em algum lugar que só acontece quando você remove à força no Windows, e não no Linux, mas vai saber. Isso faz com que alguns arquivos (que você transferiu pouco antes de tirar o pendrive) corrompam, e aí quando o Linux vai montar o pendrive, ele dá “filesystem panic” e monta como somente leitura.

Para saber se é esse o problema com o seu pendrive, plugue-o, espere a janela abrir com o conteúdo dele e execute esse comando no terminal:

dmesg | tail | grep panic

Se aparecer linhas escrito algo parecido com:

[472468.631077] FAT: Filesystem panic (dev sdc1)

É isso. Se não aparecer nada, não é esse o problema.

Pra resolver, veja na mensagem que aparece no comando acima o que tem no lugar de “sdc1”, que é o nome da partição do meu pendrive (no seu computador pode ser outro). Execute então o seguinte comando no terminal:

sudo dosfsck -a -v /dev/NOME_DA_PARTIÇÃO

Obviamente, NOME_DA_PARTIÇÃO vai ser o nome da sua partição que aparece no comando ali de cima.

Fonte: Community Ubuntu Documentation